quarta-feira, 17 de junho de 2009

Frio é psicológico!




Pois então, o inverno, mesmo que não oficialmente, já chegou por essas bandas de cá.
Frio delícia no rosto de manhã, banhos quentes, tardes de domingo passadas na frente da lareira, casacos, cachecol, botas, meias coloridas e tudo mais o que faz um bom inverno.
Adoro o inverno de Curitiba: frio, céu azul, solzinho na hora do almoço, tempo seco (frio com chuva ninguém merece), feiras de inverno (as de comida, aquelas de malhas dispenso), mais disposição para trabalhar.
Sim, muito mais disposição para trabalhar! No inverno, trabalhar é muito mais confortável. O simples fato de não suar como uma camela já é o suficiente. para explicar amar essa estação do ano.
Só tem uma coisa que eu não aconselho que seja feita no inverno: assistir filmes que se passam na Sibéria, no Alaska ou na Noruega.
Sábado passado eu caí na besteira de assistir Dr. Jivago e mesmo embaixo de uma manta e na frente da lareira foi impossível não congelar de frio ao ver o Dr. Yuri se arrastando pela estepe siberiana em pleno inverno. Tanta neve que quase cobria a casa do cara. Um horror!
É, talvez frio seja mesmo psicológico, como sempre me falaram.




Acho que no próximo sábado, vou assistir Lawrence da Arábia! Quem sabe nem preciso da lareira para esquentar o corpinho...


terça-feira, 19 de maio de 2009

Um sorvete de chocolate com laranja, sentada no banco da praça, tomando o sol do meio-dia, num dia lindo e frio de outono, é um pequeno prazer que faz me sorrir e pensar que a vida é boa sim!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

AI-5 Digital ou PL Azeredo – vigilantismo e violação de direitos


Amanhã, dia 14 de maio, às 19h, um ato público na Câmara dos Vereadores de São Paulo questionará as amarras que forças conservadoras do Legislativo brasileiro querem colocar nos internautas brasileiros. O ato contra o AI-5 Digital contará com a presença de legisladores, intelectuais, ativistas e artistas em geral que são contra o projeto substitutivo apresentado pelo Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que, sob o pretexto de reduzir cibercrimes, tem o objetivo velado de criminalizar práticas cotidianas na Internet.

O surgimento da rede mundial de computadores, mais conhecida como Internet, revolucionou a comunicação entre os seres humanos de todo planeta. Hoje, é possível ouvir música islandesa, baixar filmes iranianos e saber o que se passa do outro lado do mundo, lendo diariamente notícias em hurdu ou em japonês. Além da ampliação do acesso, com a Internet deixamos de ser apenas receptores dos produtos informacionais e passamos a ser também produtores de notícias, de vídeos e de áudios que alimentam um gigantesco emaranhado de máquinas e pessoas. Surgem a blogosfera e as teias de redes sociais, como Facebook, You tube e Orkut, que colocam as pessoas em um outro patamar comunicacional e elevam exponencialmente as possibilidades de trocas.

Para compreender o cenário acima descrito, nem mesmo o menos informatizado dos leitores precisa fazer esforço. A internet se disseminou como uma epidemia, invadindo casas e cotidianos de maneira avassaladora, em especial nos últimos 15 a 20 anos. E essa “invasão” só foi possível devido à lógica de liberdade e colaboração sob a qual a rede mundial de computadores foi construída. Sem os preceitos básicos de acesso quase infinito ao conteúdo da rede e aos processos de criação coletiva que ela proporciona, sabe-se lá onde teria parado o seu desenvolvimento. Assim, é fácil entender como ela se disseminou tanto, tomando nossas mentes e inundando nosso dia-a-dia, e como evoluiu, sendo moldada pelo esforço humano coletivo.

Mas, ao mesmo tempo em que a rede amplia nossas possibilidades de comunicação, de produção e acesso à informação, aumenta a comunicação entre pessoas e faz evoluir o conhecimento, ela reflete também as características da sociedade humana, sua progenitora, que está longe de ser perfeita e unicamente positiva. Seu sistema baseado na comunicação distribuída, que permite uma interconectividade relativamente horizontal entre as máquinas, pode facilmente dar lugar a instrumentos de monitoramento e controle bastante refinados.

Desta maneira, o futuro da Internet apresenta-se como um importante campo das lutas políticas. Será ele forjado como um recurso de comunicação alternativa e de livre produção de conhecimentos? Ou se transformará em um vasto dispositivo à serviço da vigilância estatal e corporativa?

É dentro deste cenário, ao mesmo tempo complexo e novo, que gera perplexidade, excitação e ansiedade, mas também medo, que se monta o palco de uma disputa travada aqui no Brasil, quase silenciosa, entre as forças conservadoras e aqueles que sabem da importância de manter livre e cada vez mais acessível a informação que circula na rede.

No Brasil, um Projeto Substitutivo sobre crimes na Internet, aprovado e defendido pelo Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), está para ser votado na Câmara de Deputados. Trata-se da aglutinação de três Projetos de Lei que já tramitavam no Senado (PLS 76/2000, PLS 137/200 e PLC 89/2003). Todos tinham como objetivo tipificar condutas realizadas mediante uso de sistema eletrônico, digital ou similares, de rede de computadores, ou que sejam praticadas contra rede de computadores, dispositivos de comunicação ou sistemas informatizados e similares, além de dar outras providências.

Esse substitutivo, caso seja aprovado, tornará crime inúmeras de nossas práticas virtuais cotidianas. Ele atende fundamentalmente a interesses de bancos que têm sofrido prejuízos com fraudes pela internet e a reivindicações da indústria de direito autoral dos Estados Unidos, que exige a criminalização da quebra de travas tecnológicas.

O objetivo velado do substitutivo do senador Azeredo, já conhecido também como o AI-5 Digital, é, portanto, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas e reforçar o DRM (Gerenciador Digital de Direitos, na sigal em inglês) que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre as disposições doAI-5 Digital, como vem sendo chamado o PL por seus opositores, uma das mais preocupantes é a intenção de transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. Trata-se, portanto, de um projeto que coloca em risco a privacidade dos internautas e que busca restringir o acesso irrestrito a bens informacionais de valor inestimável para o desenvolvimento da cultura. Ele instaura uma atmosfera de vigilantismo que vai contra toda a possibilidade de avanço tecnológico da rede e, se aprovado, elevará e muito o custo de comunicação no Brasil, que já é bastante alto.

Trata-se de uma matéria urgente pois faltam poucos passos para a votação final que pode tornar Lei o projeto considerado por muitos especialistas como inconstitucional, vigilantista e violador da privacidade individual. Já votado em Plenário no Senado , no dia 5 de março, o deputado conservador ligado ao PSDB, Regis de Oliveira (PSC-SP), conseguiu aprovar seu parecer favorável ao projeto do Senador Azeredo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Agora ele passa agora por análise das Comissões de Ciência e Tecnologia daquela casa e então será encaminhado para votação em Plenário. Falta muito pouco para a aprovação do AI-5 Digital.

Assustados com a possibilidade de que a população brasileira tenha suas liberdades podadas, deputados e legisladores contrários ao projeto, especialistas, intelectuais, ativistas, artistas e internautas em geral chamam para um ato público de esclarecimento, pela liberdade da Internet e contra o Projeto Azeredo amanhã, dia 14 de maio, na Assembléia Legislativa de São Paulo, às 19h. O objetivo é pressionar pela não aprovação do projeto, ou por uma redação que se limite a legislar claramente sobre crimes na Internet, como a pedofilia.

Clique aqui para ver o projeto integral em sua última versão [não encontrei um bom arquivo da última versão do projeto, mas nesse link é possível baixar todos os documentos relativos à tramitação]

Entenda, passo-a-passo, ou artigo por artigo, os maiores problemas do AI-5 Digital. Assim, se você ainda não entendeu o por quê deste “apelido”, vai entender agora.


Definições vagas

Para começar a entender o projeto, é importante atentar para o seu Art. 16. Nele, estão as definições do que é dispositivo de comunicação, sistema informatizado, rede de computadores, código malicioso, dado informático e dado de tráfego, por exemplo.

Mas a vaguidão dessas definições abre muitas das brechas para que práticas cotidianas comuns dos internautas possam ser julgadas como infrações sancionadas pelo Código penal.


Acesso negado

O Art. 285 é um dos mais perigosos do projeto. No Art. 285-A, há a proposta não só de legitimação do DRM, mecanismo de restrição de cópias em aparelhos e sistemas informatizados, mas também de criminalização de sua inutilização. Se O PL passar, caso você destrave seu aparelho de DVD, comprado fora do Brasil, e que portanto não roda vídeos produzidos na região da América Latina, você é um criminoso. Da mesma maneira, se você “puxar um gato” da TV a cabo da sua sala para o seu quarto, você virou bandido. Hoje essas práticas são ilegais e a elas cabem sanções, mas daí a se tornarem crimes, com pena de prisão, já é absurdo.

A redação do artigo 285-A diz: “Acesso não autorizado a rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizadoArt. 285-A. Acessar, mediante violação de segurança, rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso”

Se o objetivo do artigo fosse impedir o crime de invasão na rede, bastaria escrever que seria considerada prática criminosa “invadir servidores de rede e computadores sem autorização de seu responsável”. Mas a equipe do Senador Azeredo quis deixar a porta aberta para interpretações mais amplas.

Se você baixa música na Internet e, nos últimos anos deliciou-se com o aumento do seu arquivo musical, prepare-se para um retrocesso. Esse artigo o afeta diretamente. As ferramentas P2P (intermediadores para a troca de arquivos) revolucionaram o acesso à cultura e à arte. Ampliaram o acesso de maneira nunca antes imiginada. E é bom também preparar os bolsos para voltar a comprar CDs e, quem sabe, até os antigos vinis. O Art. 285-B criminaliza a transferência ou fornecimento de dados ou informação (leia-se dentro disso músicas, livros e filmes), numa defesa direta da indústria fono e cinematográfica.


“Mas foi sem querer!”

Veja a proposta para o Art. 154-A do Código Penal:
“Divulgação ou utilização indevida de informações e dados pessoais154-A. Divulgar, utilizar, comercializar ou disponibilizar dados e informações pessoais contidas em sistema informatizado com finalidade distinta da que motivou seu registro, salvo nos casos previstos em lei ou mediante expressa anuência da pessoa a que se referem, ou de seu representante legal.Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa.Parágrafo único. Se o agente se vale de nome falso ou da utilização de identidade de terceiros para a prática do crime, a pena é aumentada da sexta parte.”

Em tese, o artigo criminaliza os crackers, aquelas pessoas que nos enviam os tão odiados spams ou lixo eletrônicos. Mas na prática, imagine que você envia por email, para toda a sua lista de contatos, uma piada sobre a eliminação do Palmeiras da Copa Libertadores. Imagine ainda que esta lista inclui contatos profissionais. Se, além de tudo, você não enviar a mensagem com cópia oculta (que esconde os emails dos destinatários), pronto. Se um dos seus contatos profissionais for um palmeirense raivoso, segundo o Projeto de Lei, ele pode te denunciar e tentar mandá-lo para a cadeia: você divulgou emails (dado pessoal) com finalidade distinta da que motivou o contato entre vocês (profissional, lembra?) e sem a autorização expressa dele. Você cometeu um crime. E se seu email é algo como radicalchic@gmail.com, ou seja, sua conta não traz seu próprio nome, mas sim usa um apelido, o parágrafo único aumenta-lhe a pena.

O Art. 163 também traz problemas semelhantes. Você pode virar bandido sem nem perceber. Ele trata da inserção ou difusão de códigos maliciosos – os vírus são códigos maliciosos, bem como trojans e outros malwares.

Você nunca teve a intenção de espalhar vírus por aí, e mesmo que o tenha feito sem notar, pois muitas vezes disseminamos essas pragas sem nem saber, o fato de você, através de seu computador, ter espalhado cavalos-de-tróia, vírus ou qualquer outro código capaz de causar dano a computadores ou outros apetrechos de comunicação passa a ser crime.


E os Direitos Fundamentais…

E para não estragar a festa, o senador guardou a cereja do bolo para o final. Trata-se do artigo que mais fere os direitos fundamentais básicos para a garantia das liberdades individuais. O Art. 22 traz em si graves consequências para a navegação na Internet, ameaçando a privacidade e o anonimato dos usuários e transformando a rede em um gigantesco aparato de vigilância.

Um dos seus maiores problemas é a exigência de que os provedores de acesso registrem o IP (internet protocol) e a data e hora de uso de cada máquina por, pasmem, 3 anos. Isso oneraria enormemente os provedores de acesso, já que os gastos de equipamentos aumentariam muito. E, claro, boa parte dessas perdas seriam repassadas àqueles que contratam esses serviços.

Mais um ponto para a restrição ao acesso.

Outra consequência desse artigo seria a inviabilização das redes abertas e livres. Todos os usuários das conexões wi-fi gratuitas fornecidas em muitos cibercafés, hotéis, restaurantes, bares e livrarias navegam pela rede com o mesmo número de IP. O mesmo ocorre em Lan Houses, todas as máquinas conectadas usam o mesmo endereçamento eletrônico. Com este registro, o provedor de acesso pode até dizer de onde foi cometido o “crime”, mas não é possível saber com segurança quem o cometeu. E o que aconteceria com as cidades que estão implementando as redes sem fio abertas, como medidas de inclusão digital? Seria o fim de uma coisa que mal começou.

E como fica a vida de quem tem sua rede wi-fi doméstica invadida por um criminoso? O crime terá sido praticado a partir do seu IP. Como garantir que o criminoso é o proprietário de endereço eletrônico? Medidas como essa não coibem o crime, somente a nossa liberdade.

Mas o Art. 22 não para por aí. Seu ponto mais polêmico é o parágrafo III, que coloca sobre o provedor de acesso a responsabilidade de “informar, de maneira sigilosa, à autoridade competente, denúncia que tenha recebido e que contenha indícios da prática de crime sujeito a acionamento penal público incondicionado, cuja perpetração haja ocorrido no âmbito da rede de computadores sob sua responsabilidade.”

Os provedores de acesso, então, passam a ter poderes de polícia. Tornar-se-a o panóptico. O Big Brother, antevisto por George Orwell. Com medo de sanções criminais, seus responsáveis começarão a vetar nosso acesso a informações, a softwares de trocas de arquivos e a sites cujo conteúdo não passa pelos “filtros” por eles instalados. Tanto falamos da falta de liberdade de expressão na China. No Brasil será muito parecido. Estaremos sob um estado de vigilância constante. Imagine a perseguição que se instaurará a Movimentos Sociais e lideranças políticas de oposição.

O que o país precisa é definir uma lei com os direitos dos cidadãos na comunicação em redes digitais, que garantam a Liberdade de expressão, a privacidade e o anonimato e a garantia do controle social dos governantes. A violação dos direitos essenciais definidos nesta lei é que deve ser considerada prática criminosa.

(Por Mariana Tamari – jornalista)











quinta-feira, 19 de março de 2009

Alvo

"Ao se encaminhar para um objetivo, sobretudo um grande e distante objetivo, as menores coisas se tornam fundamentais. Uma hora perdida é uma hora perdida, e quando não se tem rumo definido é muito fácil perder as horas, dias ou anos, sem se dar conta disso. O mínimo de progresso que poderia fazer num dia em direção ao Brasil era importante, ainda que fosse de centímetros apenas. Com o tempo, eu acumularia todos os progressos e os centímetros se transformariam em quilometros. Senti que estava cumprindo uma obra de paciência e disciplina. E percebi como é simples conseguir isso. Nada de grandes sofrimentos. Ao contrário, bastava apenas o simples, minúsculo e indolor esforço de decidir. E ir em fente. Então tudo se tornava mais fácil. Os problemas encontravam solução"
Amyr Klink, Cem dias entre o céu e o mar.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Rapidinha

Um milhão de anos desaparecida!
Nem sei porque estou há tanto tempo sem escrever nada, mas provavelmente é porque eu estava sem a menor vontade. Vai saber, tanto tempo se passou!
Nesse ínterim, muita coisa sem graça, algumas bem legais e outras fantásticas.
Mas não sei se estou com vontade de escrever sobre elas agora. A preguiça me domina.

Ah, uma conversa que escutei ontem, na Lancaster:

(uma menina com cara de estagiária e dois caras, sendo um brasileiro e outro gringo, provavelmente americano, todos, aparentemente, trabalham no HSBC ali do lado)

A menina: Ah, eu fui para XXX no Carnaval. Nossa, passei mais de 8 horas na estrada pára chegar lá, mas foi tão bom!

O brasileiro: eu também, muito tempo de estrada, só lembrei do banco na terça. E você (pergunta para o gringo)? Conseguiu desligar do banco nesse feriado?

O gringo com cara de assustado: Turn off the bank? (segundos de dúvida no ar). Ah, desligar, esquecer do trabalho? Sim, muito bom.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Voltando do exílio

Pois então, depois de muita preguiça de escrever, somada a uma temporada de casamentos de amigas e amigos, mais um monte de trabalho, aqui estou novamente.
A preguiça de escrever permanece e o monte de trabalho também (ufa, os casamentos acabaram, pelo menos até março do ano que vem), por isso vou repetir um meme que vi lá no * - * Sindrome de Estocolmo * - *
Onde está seu celular? um em cima da mesa e o outro na bolsa
E o amado? trabalhando
Cor do cabelo? vermelho (já foi mais labareda, agora está quase um castanho avermelhado)
Sua mãe? É uma vencedora
Seu pai? A pessoa mais inteligente que eu conheço
Seu irmão? um querido
Suas irmãs? Uma é decidida, a outra é pré-adolescente
O que mais gosta de fazer? Dormir, namorar e ler (a ordem depende do dia)
O que você sonhou na noite passada? Não lembro
Onde você está? no escritório
Onde você gostaria de estar agora? Recebendo uma boa massagem
Onde você gostaria de estar daqui a seis anos? Na minha casa (minha mesmo e não na dos meus pais)
Onde você estava há seis anos? Na faculdade, em outro escritório e com outro namorado
Onde você estava na noite passada? na cama.
O que você não é? barraqueira
O que você é? organizada
Objeto do desejo? Uma casa com lareira no quarto
O que vai comprar hoje? Nada.
Qual sua última compra? Loção adstringente para o rosto, colírio, discos de algodão, fio dental e protetor solar para o rosto
a última coisa que você fez? Além de trabalhar, pagar contas na hora do almoço
O que você está usando? Saia, blusa, sapato fechado. Roupa de trabalho.
Na TV? Aqui não tem TV, mas adoro séries
Seu cachorro? Uma labradora lindíssima e querida
Seu computador? laptop HP
Seu humor? Últimamente, sem energia, praticamente me arrastando até o fim do ano.
Com saudades de Alguém? Da minha vó que já morreu
Seu carro? Na linha sucessória é o meu terceiro, mas é o primeiro 0km que EU comprei.
Perfume que está usando? lavanda Johnson.
Última coisa que comeu? No almoço: salada, espaguete e bolo de carne
Fome de quê? Nada em especial, mas um pão de queijo bem quentinho ia muito bem
Preguiça de? Começar a fazer algumas pesquisas chatésimas que estão olhando para mim há alguns dias, na minha mesa.
Próxima coisa que pretende comprar? não pensei nisso ainda
Seu verão? 15 dias de férias e o resto trabalhando, finais de semana na piscina do clube, provavelmente
Ama alguém? Evidente que sim
Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Sábado, quando meu irmão passou um trote num telemarketing chato que não parava de ligar lá em casa
Quando chorou pela última vez? ontem, discutindo com o namorado.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Endividada até o próximo ano, mas eu vou ver o REM e a Madonna!!!!!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Melhor amigo


Há dias que o Tylenol é o meu melhor amigo....



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mais saudades

Quando eu era criança, a TV Manchete não pegava bem na minha casa. Por isso, não assisti a novela Pantanal nenhuma das vezes em que foi apresentada. Sabia mais ou menos o que acontecia porque minha vó assistia e sempre me contava algumas coisas. Foi assim que eu fiquei sabendo da existência do Velho do Rio e da Juma Marruá, únicos personagens que lembrava.

Hoje, eu assisto a essa novela, mais porque ela me faz lembrar da minha vó do que por qualquer outra coisa. Cada cena que eu assisto me faz pensar nela e no que ela deve ter pensado ao assistir a novela, quase 20 anos atrás. Às vezes, uma cena me faz quase ver minha querida vózinha falando sem parar na dita novela, outras me são quase familiares e eu logo as reconheço, não porque já as tenha visto antes, mas porque ouvi seu relato detalhado muito tempo atrás. Uma espécie de dejà vu sem nunca ter visto, apenas ouvido.

Isso me deixa feliz. Poder compartilhar, mesmo que tardiamente, com minha avó o prazer de ver belas imagens e uma história bacaninha. Tenho certeza que se ela estivesse viva, estaria, mais uma vez, dando audiência para Pantanal e comentando e contando e dizendo: “Isso sim é que é novela boa!”

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O que aconteceu com o inverno?????
Eu gosto de frio no inverno, calor no verão e temperaturas amenas na primavera e no outono.
Um bom inverno, para acender a lareira, abrir um bom vinho ou fazer um choconhaque quente, comer um fondue, ver um filme deitada debaixo das cobertas... cade???? Quero meu inverno de volta.
Deixa o calor para janeiro, quando eu estou psicologicamente preparada para suar como um camelo no deserto e com vontade de ficar a toa no sol.
Ai que saudades do frio!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Muito tempo depois.....

Um milhão de anos sem aparecer por aqui, porque estava sem tempo (mais ou menos, porque até uma semana de férias eu tirei), sem inspiração e sem paciência para escrever.

Meu aniversário passou e agora, estou definitivamente na faixa etária, acima de 30 anos. Nenhuma tragédia nisso, como muitos (e até eu mesma, alguns anos atrás) pensaram. Na verdade, ter 31 anos é uma coisa fantástica e libertador!!! Posso não ter exatamente o mesmo corpitcho que eu tinha aos 21, mas tudo é muito melhor hoje do que era há 10 anos. Não posso reclamar.

Não fiz festa de aniversário, mas comemorei bastante, em diversas datas e eventos diferentes. Ganhei um anel lindo de presente do meu namorado, um aparelho de dvd novo dos meus pais e várias outras coisinhas dos meus amigos.

Tirei uma semana de férias (é, estou condenada a tirar férias picadas para o resto da eternidade, desde que eu era estagiária não sei mais o que é tirar 30 dias de férias direto), dei um pulinho em Floripa e aproveitei para fazer um monte de coisas que eu estava empurrando com a barriga há tempos.

Meu almoço ontem foi divino!!! Como os planos da minha família era o de fazer os camarões que eu trouxe de Floripa (que, aliás, eu não como, por ter alergia), fiz um linguado, temperado com sal, pimenta do reino, mostarda dijon, alecrim e alcaparras, assado no forno sobre batatas temperadas com azeite de oliva, que ficou um luxo! Aliás, a idéia para esse peixinho eu tirei do Chucrute com Salsicha. Muito bom!

Voltei a trabalhar e já estou cansada! Impressionante isso, mas logo entro no ritmo de novo. Pelo menos eu sei que logo eu tiro férias de novo, acho que dessa vez vou tirar uns 15 dias em novembro, pois em janeiro eu já tenho mais férias para tirar e assim segue a vida.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Preciso confessar uma coisa...

Ontem no fim da tarde, abri o site da Globo, para ver as notícias e fiquei muito feliz ao ler que a Ingrid Betancourt havia sido libertada.
Quando vi na TV o abraço que ela deu na mãe, ao desembarcar do avião, não consegui conter o choro. Tanta coisa passou pela minha cabeça, não consigo sequer imaginar o que essa mulher deve ter passado nesse cativeiro, a sensação de não poder fazer nada, de viver no meio daquela selva, junto com pessoas que a qualquer momento não exitariam em matá-la, longe dos filhos, da família. Mais de 6 anos nesse inferno em vida!
Não sou contra manifestações, não sou contra revolucionários, mas não entendo como pessoas podem tolher a liberdade de outras pessoas assim, a esmo, sem que sejam observados os mínimos princípios de humanidade.
Ao contrário do que muitos pregam por aí, eu não compartilho do bordão de que no amor e na guerra (guerrilha, revolução, o escambau) vale tudo. Cada um é livre para lutar pelas causas em que acredita, mas atos bárbaros como esse, são intoleráveis.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

8 coisas para fazer antes de morrer


Difícil... tem tanta coisa que eu gostaria de fazer nessa vida, escolher só 8 fica difícil. Mas como foi ele quem me passou mais um meme, vamos tentar...


1 – aprender a velejar (e, claro, velejar muito!!!)



Foto: Sailboat by ~watery-green-tea on deviantART


2 – conhecer o México, principalmente o interior.



Foto: Joshua Tree 14-15 by ~woodeye on deviantART




3 – passar uma temporada no interior da França



Foto: desse dite



4 – aprender a cozinhar bem



Foto: Getty Images





5 – deixar de lado a preguiça







6 – ler todos os livros que eu quero ler



Foto: books by ~de-ice11 on deviantART


7 – ver todos os filmes que eu quero ver



Foto: cinema by ~rOoli on deviantART



8 – assistir todos os shows que eu puder (especialmente do Depeche Mode)





Foto: depeche mode IV by ~laitnin on deviantART



Segundo a regra, eu deveria indicar 8 pessoas para responder, mas deixo livre para quem quiser brincar.



sexta-feira, 13 de junho de 2008

Timing





Eu nasci com uma pequena mancha vermelha em um dedo. Mancha “de nascença”, eu respondo cada vez que alguém me pergunta se eu me queimei ou se é uma alergia.

Desde criança ouvi minha mãe contando que tenho essa marca no dedo porque quando ela estava grávida, em uma tarde, teve uma vontade irresistível de comer bife acebolado, mas não tinha em casa, meu pai estava de saída para trabalhar e quando minha avó chegou, trazendo o tal bife, a vontade já não era a mesma. Minha mãe jura que foi a única vontade que ele teve na gravidez inteira e como não satisfeita na hora, eu ganhei essa manchinha.

Assim como desejos de grávida, acredito que algumas coisas devem acontecer em um certo momento para valer, para ter graça. Se passado o momento certo elas acontecerem, será bom, mas não vai ter aquele mesmo gostinho, aquela mesma empolgação.

Esse foi o meu terceiro dia dos namorados desde que eu comecei a namorar e seria a primeira vez que poderíamos passar juntos, pois nos dois anos anteriores eu tive que viajar a trabalho.

Combinamos que não trocaríamos presentes, pois o espírito da data não pode ser só comercial. Eu também não queria sair para jantar, pois nesse dia tudo está cheio, o serviço não é bom e em alguns restaurantes existem turnos para o jantar (alguém consegue comer um fondue, da maneira como deve ser, bem devagar, conversando, bebendo, sabendo que tem um cronômetro ligado para te mandar embora assim que o seu turno acabar, pois outras pessoas querem ocupar a sua vaga? Eu não consigo).

Para mim, a finalidade da data é parar para pensar e agradecer pelo amor que eu sinto, pelo amor que eu dou e que me é dado. Dar um abraço bem apertado, um beijo demorado, dizer ‘eu te amo’ (apesar de eu e ele fazermos isso sempre) e, principalmente, ficar junto, aproveitando as energias e vibrações do amor, soltas pelo ar.

Foi isso que combinamos de fazer: ficar juntos na noite do dia 12, pedir uma pizza, tomar um vinho e, assim, celebrar o primeiro dia dos namorados em que pudemos ficar na companhia um do outro.

Nada disso deu certo. Por um motivo qualquer, ele não pôde vir ficar comigo e me avisou tarde demais para que eu pudesse ir até a casa dele. Fiquei puta, briguei, falei um monte de coisas. Ele disse que não era para tanto, pois poderíamos comemorar no dia seguinte (hoje, no caso), afinal nós ficamos juntos sempre, etc, etc, etc.

Não teve jeito, meu dia dos namorados ficou para hoje. Vai ser bom? Claro que será, mas não vai ter o mesmo gosto, a mesma aura. Vai ser, na verdade, como todas as sextas-feiras, vamos jantar, pegar um filme ou talvez ir a um bar, com zero romantismo, sem aquela 'vibe' love is in the air que a data sugere.

Será que vai ficar uma manchinha, como essa que eu carrego no dedo pela demora da minha mãe em comer o tal bife acebolado?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Dia de responder memes

Recebi a incumbência dele de indicar 5 pessoas em quem eu daria um soco.

Vamos lá:


1 – motoristas irresponsáveis:

Todos aqueles que não respeitam regras de trânsito, que só porque estão atrasados acham que podem passar por cima dos outros motoristas e dos pedestres, que não te deixam mudar de faixa, mesmo com o pisca alerta gritando que você quer ir para a esquerda/direita? Odeio todos eles! Quem tem pressa, sai de casa mais cedo.

2 – vendedores de loja

Não gosto nem daqueles que ficam em cima de você, te oferecendo um monte de coisas que você nem precisa, nem daqueles com cara de bunda, que têm preguiça de trabalhar.

3 – atendentes de telemarketing

Na verdade não são os pobres dos atendentes que estão ali para trabalhar, blábláblá, mas das pessoas que desenvolveram e insistem em usar essa porcaria de ferramenta de marketing.

4 – os engenheiros de trânsito de Curitiba

Porque estão fazendo uma obra imensa na cidade e não planejaram um único viaduto para cruzá-la, ou seja, vão encher a via com sinaleiros, lombadas, rotatórias e radares.

5 – pessoas que vão ao supermercado e largam o maldito carrinho de compras, entulhado de coisas e pesadíssimo, bem no meio do corredor, me obrigando a largar o meu carrinho e empurrar o carrinho obstáculo para tentar fazer minhas compras em paz.




*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&*&




Perfil do consumidor, roubado da Hello Lolla, arquivos antigos.




Ator: estrangeiro? Robert de Niro; brasileiro? Matheus Nachtergaele

Atriz: gringa? Meryl Streep; brasileira? Marília Pera

O que você nunca faria: maltratar animais (concordo com a Hello Lolla)

Pasta de dente: qualquer uma para dentes sensíveis

Parte do corpo do homem que mais gosta: mãos

Cantora: gringa? Madonna; brasileira? Vanessa da Mata

Homem bonito: Gael García Bernal

Mulher bonita: Angelina Jolie

Comida: risoto (de qualquer coisa, menos frango)

Sonho de consumo: uma casa em Mariscal, com vista para o mar e um veleiro

Coisa que mais gosta de comprar: livros, CD’s e bolsas

O que você não usaria: calça Da Dang

Sabonete: Nívea

O que vc gostaria de fazer hoje: dormir no sofá assistindo um filminho bem água com açúcar da TV

Que loja você gostaria de assaltar: Fnac, Hering e Levi’s

Tipo de homem: bem humorado

Defeito: preguiça

Bebida: Vodca

Loja: Hering e Levi’s

Refrigerante: Coca cola

Flor: Girassol

Revista: Rolling Stone

Gênio: o meu? difícil

Cantor: brasileiro? Ney Matogrosso; gringo? Ben Harper

Pintor: Renoir

O que você não consegue mais ouvir: Creu

Filme que você queria ver agora, sem ter visto antes: Magnólia

Personagem da ficção: Jack de O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas)

Herói: Homem Aranha

Uma das coisas que você gostaria de ter e não tem: um barco

Caderno Cultural: nenhum, cadernos culturais de jornais nem sempre são bons o suficiente para merecem leitura fiel.

Programa de TV: documentários

Lugar que gostaria de conhecer: Dubai

Filosofia de vida: haja sempre com ética e dentro dos seus princípios

Cena mais sexy do cinema: Angelina Jolie e Nicholas Cage dentro do carro, esperando para roubar um carro em 60 Segundos, enquanto o dono do carro está transando com uma guria ao som de The Cult

Que filme você gostaria de rever agora: Em Busca da Terra do Nunca

O que você nunca comeria: dobradinha

Salgadinho predileto: qualquer um com palmito

Doce: dois amores e pudim de leite

Diretor: Oliver Stone

Quem você gostaria de namorar: meu namorado, quem mais?!

Que livro você está lendo: Coração Envenenado, minha vida com os Ramones (Poison Heart – Surving The Ramones), biografia de Dee Dee Ramone

Se pudesse escolher um rosto pra você, qual seria: o meu mesmo, com um pouco menos de bochecha

Animal predileto: gato

Verdura: rúcula

Viagem que gostaria de fazer: conhecer os pequenos vilarejos do México e de Cuba
Presente inesquecível: o último que minha avó me deu

Amor inesquecível: amor de verdade nunca é esquecido

O que nunca assistiria: a execução de alguém, mesmo que culpado

Livro marcante: A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Canal de televisão: qualquer um que passe bons seriados

Pessoa engraçada: meu pai

Ator brasileiro: ih, respondi lá em cima

Atriz brasileira: já respondido

Como gostaria de morrer: dormindo

Caneta: qualquer uma de ponta fina

Medo: altura

Frase: I Wanna Be Sedated (Ramones)

Restaurante: Mangiare Felice

Modelo: Claudia Schiffer

Humor: péssimo até as 11 da manhã, depois varia

Poesia: Fernando Pessoa

Em quem você jogaria uma torta na cara: precisaria de uma loja de tortas inteira

Pedra: ametista e esmeralda

O maior crime: estupro, merecia pena de tortura

Profissão que despreza: nenhuma que seja exercida com honestidade

Profissão que gostaria de ter: geóloga ou reporter de revista de turismo

O que gostaria de fazer mas tem vergonha: ser mais extrovertida

Tatuagem: duas

Chocolate: tipo belga e Kit Kat

Santo: apesar de não ser católica, acredito em espíritos iluminados como São Francisco de Assis

Sonho: mergulhar em Noronha

Show: já visto? Red Hot Chili Peppers e Ramones; que quero ver? Depeche Mode

Time: Coritiba

Luxo predileto: massagem toda semana

Coisa deleitável: arco-íris (adoro!!!)

Jogo de Tabuleiro: War e gamão

Dia da semana: Sexta feira

Praia ou Montanha? Praia

Coleção: livros e CD’s